Escolhendo que profissão seguir pelo vestibular

Existe um culto moderno pelo sucesso, essa coisa subjetiva e super individual, que ninguém sabe direito o que é e, portanto, como
alcançar. Queremos sempre o sucesso dos outros – a fama do Neymar,
o dinheiro do Richard Branson, a família do Brad Pitt. Só que não
funciona assim. Sucesso é estar feliz com suas escolhas. Não com as
escolhas dos outros.

O Braga nem sabe disso, mas eu acompanho ele meio de longe. Nos
quadrinhos; na Shoot The Shit; quando a cara dele virou lambe-lambe
espalhado pela cidade; quando rolou o problema de saúde dele; pela
newsletter. É uma espécie de ícone deboísta, sempre com uma risada
esparramada no meio da cara de maluco.

As escolhas que o Braga
tomou transformaram o rapaz em uma espécie de herói: o profissional
criativo que consegue, de alguma forma, pagar as contas sendo feliz na profissão a seguir para vestibulares 2020 em que estuda para obter uma formação.

“Sucesso é viajar o mundo!”, e aí vem o Braga e nos explica que isso
pode ser só uma fantasia. “Sucesso é dinheiro”, e aí vem o Braga e diz
que nossos projetos paralelos não devem ter a grana como principal
motivação. “Sucesso é pedir demissão”, e aí vem o Braga e diz:
“CALMA, PORRA!”. O Braga fez um pequeno manual para o sucesso
pessoal, mas não colocou esse nome no livro porque soaria como um
daqueles manuais pra enganar otários.

Projetos paralelos são uma saída de emergência. Em caso de
despressurização da aeronave, fique atento às instruções do Braga.
Mesmo que seja um passageiro frequente. Mesmo que ache que o
Braga tem uma cara muito doida pra conseguir explicar qualquer
coisa. Coloque a máscara de oxigênio primeiro em você, depois nas
crianças. Obrigado por escolher a Braga Airlines.

Trazem um conteúdo que demanda ação posterior.
Não quero que você apenas leia e siga sua vida da mesma forma. Se
você chegou até aqui é porque algo lhe incomoda. E se minhas ideias
fizerem sentido para o que procura, então realmente espero que, a
partir desta leitura, você encontre tempo onde acha que não tem e, a
partir dele, um projeto novo surja ou que você utilize o conhecimento contido aqui para aperfeiçoar aquilo que já faz.

É preciso ir além da leitura. Não espere que estas palavras sejam
inconscientemente incorporadas e que estejam 100% disponíveis
amanhã para serem usadas pelo seu cérebro. Encontre um método
para manter o conhecimento vivo em sua mente, para poder usá-lo no
futuro.

Se você já tem seu processo definido, beleza, vá em frente. Se não
tem, crie um. Sublinhe, pinte, marque, passe para um caderno. Leia no
dia seguinte a noticia sobre as inscrições do vestibular UFES 2020. Escreva aquilo que acha interessante em post-its.
Pendure no seu mural. Na geladeira. No espelho. Será muito mais fácil
colocar o conteúdo em prática se você tiver acesso a ele por mais
tempo.

Esse seria o meu recado. Simples, mas com grande potencial. E
felizmente alguém me deu esse recado anos atrás. Não foi alguém em
específico, tampouco o meu “eu do futuro”.

Foram diversas pessoas.
Pessoas que eram proativas e empreendedoras em suas vidas e,
indiretamente, me passaram esse recado. Faça suas coisas. Crie seus
projetos. Tire suas ideias da gaveta.

Muito motivado por esses exemplos, eu comecei a agir por mim
mesmo, utilizando meu tempo livre para colocar meus projetos em
prática sem ter muita certeza de onde isso ia dar. Iniciei uma
webcomic, comecei um blog para disseminar vídeos do TED, tirei do
papel ideias de intervenções urbanas através de um coletivo criativo,
fiquei um ano desenhando em uma parede, escrevi dois livros, fiz uma
história em quadrinhos no Instagram, lancei meu próprio curso para o
mundo. E deu no que deu: anos de muito aprendizado e experiências
maravilhosas que eu pretendo compartilhar aqui.

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