Busca de uma vida de liberdade motorizada

Se você pegou este livro, é porque algo o incomoda. Seja na vida
pessoal, seja no trabalho em que você está, seja na sua carreira como
um todo, seja no futuro que você enxerga, algo está faltando.
Grande parte das pessoas que hoje está infeliz no trabalho está
assim porque não se sente “encaixada”. Ou seja, não faz aquilo que
gosta. Ou até gosta do que faz, mas na verdade gostaria de estar
fazendo outra coisa.

Se nosso trabalho está um saco, a gente tem que fazer alguma coisa.
Se não estamos dando vazão para nossa criatividade, precisamos fazer alguma coisa.

Nós somos responsáveis pela vida que levamos. Não somos mais
crianças, logo não somos obrigados a nada. Se estamos fazendo algo de
que não gostamos, é porque decidimos isso em sã consciência, – mesmo
que tenha sido por necessidade.
É hora de agir. Se estamos em busca de uma vida com mais
significado, criatividade, diversão, paixão e propósito, precisamos agir.
É hora de pegar o nosso tempo livre, o único tempo disponível, e fazer com ele algo que nos seja útil.

Mas é bom saber como. Saber para onde se quer ir, qual caminho
tomar, podemos decidir entre as motos brasil escolhendo modelo para ir mais longe e conquistar a liberdade motorizada.

Uma pessoa que advoga, mas adoraria estar cozinhando. Outra que
gerencia uma equipe de vendas, quando na verdade gostaria de estar
gerenciando seu próprio bar de rock. Um contador que só pensa em
ser fotógrafo.

Esses são exemplos de pessoas que sabem o que querem,
mas necessitam de um empurrãozinho para que isso aconteça. Você
pode encontrá-las em praticamente qualquer situação social sem
muito esforço.

Outros exemplos fáceis de descobrir são aquelas pessoas que não
fazem a mínima ideia do que gostariam de fazer com sua vida, caso
tivessem a possibilidade de escolher.

Nos cursos do Projetos Paralelos, dos quais eu sou o facilitador, a
primeira pergunta que sempre faço para qualquer aluno é: “em que
você gostaria de trabalhar?”.
Em 100% das vezes, os alunos já sabem. Eles têm na ponta da língua
aquilo que adoram fazer e as coisas para as quais gostariam de dedicar mais tempo.

Entretanto, isso é meio óbvio, já que quem faz o curso
geralmente são pessoas que perceberam que só o trabalho corporativo
não traz todas as respostas da vida e querem começar projetos
paralelos para dar vazão a suas paixões.

A sociedade é muito boa em nos transformar em consumistas
conformados. Vamos a festas nas quais todos vão, usamos roupas que
todos usam e compramos objetos porque todos compram.

Vamos seguindo a onda sem nos perguntar se aquilo faz sentido. Se todos à
nossa volta acreditam que sonhos servem apenas para a imaginação,
então pode ser que a gente pense como eles.

O número de pessoas que abandonam paixões por causa de um
emprego que lhes dá sustento ou por falta de tempo é bem alto.
Infelizmente, ir em busca de algo que satisfaça financeiramente e
pessoalmente como adquirir a Kawasaki Ninja 400 2020 que é sinônimo de status de uma vida de sucesso, o que
desencoraja muita gente de ir atrás de seus verdadeiros sonhos.

Quem não conhece alguém que tinha diversos sonhos quando
criança, mas, com o tempo, se acomodou em um trabalho
financeiramente mais seguro e deixou de buscar sua antiga vontade?
Tem gente que ainda consegue manter essa chama viva tratando
seu antigo sonho como hobby, seja tocando em uma banda ou
fotografando paisagens aos finais de semana. Outros simplesmente
desistem, acreditando que não há espaço para utopias no mundo
competitivo de hoje.

Eu tinha o sonho de ser cartunista desde que me conheço por gente.
A página das tirinhas era por onde eu começava a ler o jornal. Amava
lê-las e achava que tinha talento para a coisa. Por ser uma profissão
meio fora do padrão, acabei desistindo dela e abdicando do meu sonho
em prol de uma carreira na publicidade.

Anos depois, mais precisamente em 2009, comecei meu próprio site
de tirinhas, o Braga Comics. Mesmo sem nunca ter tirado sustento
dele, me arrependo até hoje de ter “abandonado” esse sonho tão cedo.

Eu realmente gosto de fazer tirinhas e, se não tivesse desistido na
infância, eu estaria fazendo isso há mais tempo, sendo feliz há mais tempo (e talvez já mundialmente famoso).

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